UNINDO MEDITAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO CULTURAL

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UNINDO MEDITAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO CULTURAL

Quero compartilhar com vocês um desafio que estamos enfrentando em nosso pequeno movimento: unir meditação e transformação cultural. O ser humano tem um potencial para gerar um mundo belo e agradável. Existem muitas iniciativas bonitas e saudáveis acontecendo fora e dentro de nós, inclusive a vida comunitária persiste, apesar da sedução da cultura do individualismo e do consumismo. Temos capacidade para realizar ações culturais que produzam bem-estar e beleza. Mas como saber em quais ações culturais transformadoras nos envolvermos? Quando entrar? Quando sair? Com quem se unir? Uma boa opção para sabermos o que fazer é meditar. Como é isso na prática? Começamos pela postura do se deixar levar. Deixemos que nossas intenções nos levem até nossas afinidades. Os sinais aparecerão em palavras, imagens, mensagens, vídeos, sonhos, delírios, situações. Como placas de trânsito que orientam os motoristas, assim são os sinais que vem com a meditação. Meditar é estar presente aqui e agora, é estar disponível e aberto. É deixar o olhar correr nas imagens, sem julgá-las. É praticar escuta sensível, sem analisar os sons e as palavras. É treinar toque consciente. É estarmos presentes para contemplar o que chega aos nossos sentidos e pensamentos. Meditar é se relacionar e isso exige coragem, pois somos afetados pelos seres com os quais nos relacionamos. Exige confiança que os sinais chegarão até nós para dar indicações do que fazer. Gratidão aos amigos e amigas que contribuíram com suas opiniões, experiências e bons sentimentos para que essas reflexões ganhassem forma.

1. Presença

Meditar é estar presente. É estar disponível para perceber os seres. É olhar, é escutar, é tocar, é interagir, é expor-se, é trazer a atenção para o aqui e agora
O movimento de dentro pra fora e de fora pra dentro é constante na nossa vida. Somos seres interativos, uma vez que nos comunicamos com o meio ambiente a todo instante. Este trecho da canção Serra do Luar de Walter Franco expressa com muita profundidade essa condição do ser humano:
Viver é afinar um instrumento,
De dentro pra fora, de fora pra dentro.
A toda hora, a todo instante.
De dentro pra fora, de fora pra dentro.
O corpo é a base de nossa existência. O que sentimos se expressa em termos corporais. Por isso para meditar é necessário prestar atenção com o que acontece no nosso corpo. Perceber o próprio corpo é de grande importância no decorrer nas relações sociais nas quais estamos envolvidos
Outro fator importante são nossas intenções, pois elas nos guiam nessa presença contemplativa/ativa. São os princípios, as crenças ou os valores que acreditamos. Por exemplo:
• Buscar o bem estar e a beleza;
• Respeito e o cuidado com a vida dos seres, em especial das pessoas;
• Estabelecer vínculos afetivos nos contatos que fazemos.
Nossas intenções invocam as ressonâncias no campo da meditação. Elas também nos orientam no campo das ações culturais.
Vamos indicar três formas de fazer meditação: o olhar disponível, a escuta sensível e o tato consciente. Os nossos sentidos nos ligam com as pessoas, com o ambiente e com nós mesmos, mas talvez nenhum faça isso com mais intensidade do que o sentido da visão. Nossa visão nos permite fazer a conexão com o ambiente. É um canal de ligação entre nosso interior e o exterior. Ao conectar nossa atenção com nossa visão, nos conectamos com a luz, com a obscuridade, com a natureza, com as coisas e uns com os outros de maneiras fundamentais, simples e belas. Exercícios como correr de costas, olhar atentamente os detalhes, olhar ao longe e olhar perto nos permitem desenvolver a habilidade de colocar nossa atenção nas imagens visuais que nos chegam. Sem se preocupar com o que elas significam. Sem tirar conclusões, sem analisar as imagens. É deixar o olhar pousar sobre as imagens como elas se manifestam. Inclusive sem forçar a visão para enxergar. Se trata de experimentar as sensações visuais. Deixar os olhos passearem livres pela paisagem (SCHENEIDER, 2012, p. 20).
Outro sentido importante é a audição. Propomos a prática da escuta sensível. Uma experiência que é mais arte do que ciência. É mais percepção do que entendimento. É um silenciar nossos julgamentos. Primeiro escutamos, depois refletimos individualmente ou em grupo sobre o que sentimos. É um momento de observação, disponibilidade e contemplação sonora.
A escuta sensível busca a aceitação dos sons da vida que chegam até nós. O som do vento, o som dos pássaros, o som das águas, o som das folhas, o som dos insetos e dos animais. Temos também nossos sons interiores. Vivemos mergulhados nos sons e nos silêncios. Por isso escuta sensível é também escutar o silêncio. Temos aqui uma aproximação das posturas meditativas do zen-budismo e taoísmo onde a mente deixa de lado a interpretação das coisas para somente estar presente sem julgá-las ou extrair dos acontecimentos conclusões.
A música é uma das mais belas experiências sonoras que vivenciamos. Nas danças circulares e na biodança as músicas as formam o campo sonoro para as vivências em grupo. Aqui escuta sensível é “deixar-se levar” pela música e pelas coreografias propostas. É um processo de comunicação onde expomos nossas emoções, dúvidas, sentimentos profundos pelos sons e sentimos o grupo.
Podemos também escutar as obras humanas: carros, aviões, motores, serras, buzinas, portas.
A escuta sensível proposta por René Barbier (2007) se orienta na mesma direção do olhar disponível do Meir Schneider (2012) porém focada na relação entre pessoas. Se trata deixar a palavra, a fala do outro chegar. A escuta sensível apoia-se na empatia. O meditador deve buscar sentir o estado emocional, a imaginação e os valores do outro. É importante também prestar atenção nas reações provocadas nele fala e ações dos outros.
Outro sentido chave neste processo é o tato. Ele é um sentido que está difuso por todas as partes do corpo. Estende-se por toda superfície da pele. O tato nos fornece informações sobre temperatura, textura, volume, densidade e forma dos seres. Pressão, dor, prazer, temperatura, movimentos, fricção, espasmos, calafrios e gozo são alguns elementos envolvidos com o tato. O tato nos permite tomar consciência do corpo,
O tato consciente é uma forma de fazer meditação. Gerda Alexander desenvolveu esse conceito na eutonia. Pelo con-tato ultrapassamos os limites de nossos corpos. Interagimos. Pelo contato incluímos em nossa percepção o campo do espaço que nos rodeia. Ampliar essa capacidade nos permitirá aumentar nossa capacidade de meditação. A atenção é dirigida intencionalmente para além dos limites do próprio corpo e consiste na troca ativa consigo mesmo, com os objetos, com as outras pessoas. Contato consciente é conexão criativa, podendo chegar a ser simbiótica. A exploração do eixo e dos centros de gravidade é parte fundamental da experiência do tato consciente, pois o contato se dá no movimento corporal (DASCAL, 2008).
O abraço é um exemplo desse perceber o outro e expor-se ao outro. A finalização dos trabalhos de ioga com a troca de abraços é um rito de confiança, proteção e encontro. Abraçar é se aproximar. Abraços acolhedores, completos, aconchegantes. Essa proximidade corporal nem sempre é possível, predisposições e interdições culturais muitas vezes são predisposições que inviabilizam aproximações desse gênero. A incorporação do tocar na meditação é um desafio que deve ser encarado com prudência, pois depende da disponibilidade dos seres com os quais estamos trabalhando.
Tocamos também objetos. As coisas têm vida social. Este exercício consiste em pegar as coisas e senti-las. Textura, peso, densidade. Prestar atenção também nas sensações que elas nos causam.
A medida que nos envolvemos em ações culturais transformadoras vamos construindo laços afetivos e formando imagens uns dos outros. Pode acontecer que projetemos sobre os outros, as nossas expectativas, nossas frustrações, nossos recalques, nossas idealizações A medida que vamos nos deparando com acontecimentos sociais, políticos e econômicos da atualidade, vamos formando opiniões. Tudo isso molda nossos pensamentos. O que fazer com o que sabemos? É deixar os pensamentos virem e irem. É prestar atenção no correr dos pensamentos. Não se fixar. É evitar que a mente se fixe em planejamentos, em cenas passadas ou em imagens. Deixa elas virem e deixa elas irem.
Estamos todos presos a esquemas de percepções ou quadro de representações simbólicas que nos chegam de nossa família, de nossa classe social, de nosso ambiente de trabalho, de nossos amigos, de nossa religião, enfim de nossa cultura. Os diversos papéis sociais e o status social que assumimos nas instituições que estamos inseridos condicionam nossa percepção dos mundos nos quais vivemos. Introjetamos esses papéis, ou seja, nos identificamos com eles. Passamos a definir nossa identidade a partir do desempenho desses papéis. Nossa identidade sustenta nossa consciência. Nessa linha meditar é por “stand By” nossas identidades. É raciocinar menos e sentir mais.
É importante compartilhar nossas experiências. Participarmos em espaços de troca onde possamos falar sobre nossas experiências e expressar nossos sentimentos. Refletir sobre nossa vida.

2. Disposição para perceber e fazer

Desejamos a transformação cultural pela participação em ações coletivas. Por isso nossa presença é ativa e contemplativa. Queremos um mundo onde se respeite e se cuide das vidas. Para isso propomos ações culturais que gerem beleza, bem-estar e afetos. São muitas possibilidades: Estudos e práticas de relaxamento e alimentação saudável; grupo de gênero; português de acolhimento, plantio de macaxeira na área rural; hospedagem de migrantes em passagem; moradia para famílias de migrantes; compostagem; português de acolhimento; vivências de meditação e percepção corporal; atividades com crianças; hortas caseiras e jardinagem; oficina de artes plásticas; banhos de rio; oficina de empreendedorismo comunitário; prática de ioga; mutirões para reforma e manutenção dos espaços; danças circulares; apresentações de teatro e música; grafitagem; chi kung perfumado; dança do ventre. Um pouco mais: Cantar, dançar, pintar, poetar, fotografar, esculpir, filmar, cozinhar, escrever, plantar, arquitetar, montar arranjos decorativos, maquiar, costurar, encenar, cuidar, jardinar, malabariar, cenografar, aromatizar, massagear, modelar, discursar, apreciar. Em nosso movimento as festas de aniversários e datas comemorativas, as refeições comunitárias e reuniões gerais do movimento se tornaram momentos de encontro para o conjunto do movimento. No período da quarentena suspendemos essas aglomerações foram suspensas.
Todos os dias surgem milhares de pequenos e grandes espaços criação e resistência pelo mundo afora. E quando se acabam, mudam de forma ou se manifestam de outras maneiras. São microtransformações cotidianas no pessoais e coletivas. Formam uma teia de iniciativas transformadoras com enfoque libertário e crítico.
Uma ação cultural transformadora pode durar muito tempo, tendo uma rotina, espaços de reunião contínuos, objetivos, ritos e linguagem comum. Mas também pode ser volátil e fugaz. Pode se formar pontualmente e se desfazer, como também pode se articular em rede com parceiros, institucionais ou informais. Pode ter apoio amigos, profissionais do serviço público, universitários, amigos, simpatizantes, empresas ou igrejas.
Porém quando se trata de autogestão o poder de decidir está na mão dos participantes da ação. Os critérios para definir quem é participante pode variar de acordo com as situações. Por exemplo: Por exemplo, o Conselho da Comunidade São Raimundo Nonato é a instância de poder que toma as decisões sobre o Arraial dos Maranhenses no Bairro Santa Luzia em Boa Vista (Brasil), porém o coordenador do arraial convida as instituições parceiras e grupos de boi para as reuniões e o conselho dá poder voz e voto a esses representantes durante o período de preparação da festa. Ou seja, construir a festa como rede implicou em incorporar agentes externos como membros da organização do evento. Fazer parte de uma ação cultural produz um sentimento de pertença e responsabilidade.
Uma característica de ações autogestionárias é a comunhão emocional. Confiança, proximidade, envolvimento, compromisso fazem parte do processo. O poder de decidir os rumos da ação repousa nos seus participantes. Os encontros para conversar, tomar decisões e colocar sugestões são importantes. Espaço de decisão baseados em relações horizontais. As diferenças de nacionalidade, funcionais, salariais, acadêmicas, etárias, sexuais ou étnico-raciais são reconhecidas, mas a possibilidade de participar das decisões está ao alcance de todos os participantes. Porém a base da coesão é a confiança e o afeto.
O que nos habita e nos atravessa, inclusive pesares, lamentos e dores se manifestará nessa presença ativa. Há situações que nos afetam profundamente que nos mostram situações complexas em nós e nos outros com os quais fazemos trabalhos sociais. É importante identificar os sentimentos que nos atravessam frente a miséria e a violência. Frente as pessoas que estão ao nosso lado.
As vezes nos deparamos com situações diante das quais nos sentimos impotentes. É o líder e guia indígena, crítico e consciente de seu papel, que vê seus dois filhos serem presos em flagrante num ponto de venda de drogas de Santa Helena de Uiarén (Venezuela); que assiste os smartphones se multiplicarem nas aldeias e com eles o acesso a sites pornôs e a músicas eletrônicas; que se depara com o aumento da prostituição das jovens indígenas nas áreas de turismo da Gran Sabana; que vê seu país entrar num desabastecimento agudo, onde a fome campeia solta. Nos pede ajuda para reverter esse quadro social, nos calamos impotentes tocados pela tristeza. Só nos resta oferecer-lhe as lágrimas e cumprimentos de apoio. Reconhecemos nossos limites.
As vezes o desenvolvimento das ações expõe pressupostos e conceitos que fomos construindo durante nossa vida, durante nossa carreira profissional, durante nossas participações em projetos sociais. Trazemos uma visão de mundo, trazemos uma série de experiências e posturas. Como lidar com esses quadros de interpretação que compõe a nossa identidade pessoal e social? Há também as tensões e conflitos entre membros entre participantes das atividades.
Por isso nós necessitamos de espaços onde possamos nos expressar, conversar e trabalhar de forma lúdica e corporal nossos medos, angústias e raivas frente a situações de violência que nos afetam. Necessitamos estar atentos a nossos impulsos de violência para evitar projetá-los sobre os demais ou reproduzi-los nos momentos que estamos participando das ações.
Articular práticas socioculturais em rede tem sido uma alternativa interessante para tirar os grupos de comunidades do isolamento. A Ciranda de Londrina (Brasil) é o típico trabalho comunitário em rede, onde cada iniciativa tem autonomia, podendo se articular espontaneamente se for necessário. É o que ocorreu na luta contra o fechamento da escola municipal no bairro. Mas a Ciranda também é uma casa e uma entidade jurídica. É também um jeito de fazer movimento.
Fazemos ações afirmativas e ao fazer isso nos contrapomos automaticamente aos sistemas de controle social. É interessante compreender as estruturas políticas e econômicas geradas pelo capitalismo especulativo contemporâneo. Bem como, perceber os padrões de distinção de idade, raça, etnia, religião, classe social, gênero, entre outros, que condicionam nossa percepção e nosso comportamento no correr de ações culturais que participamos.
Quando falamos em resistência estamos pensando nas ações coletivas voltadas para resistir a expansão e aprofundamento das desigualdades sociais e processos de homogeneização cultural nas sociedades capitalistas contemporâneas. Levamos em conta as leis do mercado, o controle do estado e a opinião pública, mas como elementos que compõe o cenário do sistema de controle centralizado nas instituições de poder, não como ditames aos quais temos que nos balizar. Reconhecemos, inclusive, que eles estão internalizadas em nós.

3. Precisamos trazer tudo para a consciência?

Nossas funções orgânicas dependem do sistema nervoso autônomo. Nossos códigos genéticos independem de nossa consciência. Nosso inconsciente contém uma infinidade de conteúdos que escapam a nossa percepção. Então qual o lugar da consciência? A manipulação planejada das ideias e dos desejos é uma das características da sociedade atual. Talvez por isso os movimentos valorizem tanto formar consciência. Geralmente baseada na análise crítica. É interessante, porém usa o mesmo caminho dos manipuladores para libertar a consciência: o raciocínio.
Apostamos no conhecimento intuitivo que nasce da presença. Talvez o conceito de biocampo possa nos ajudar a compreender esse caminho. Quando acessamos um biocampo, tomamos contato com suas potencialidades. E quando transformamos potência em ato ou atitudes, reforçamos os biocampos nos quais estamos inseridos. Nos dissolvemos nesse ser maior.
As meditações e as ações fazem parte deste processo de abrir-se a campos de energia vitais.
Mas ainda estamos presos a consciência baseada na reflexão, é uma das conquistas do homo sapiens. Por isso é interessante termos espaços virtuais ou presenciais para refletirmos sobre nossas vivências. Ainda dependemos deles. Inclusive porque percebemos o tempo como passado presente e futuro. Mas nessa proposta os momentos de reflexão são momentos para “digerir” e “organizar” nossa percepção. Trazer para o nível consciente significa poder refletir e sentir o que estamos vivenciando. É um exercício interessante e, talvez necessário, mas não é algo obrigatório.
Os seres têm em si a capacidade de se tornarem algo, de manifestarem qualidades, de agirem. Porém essa potencialidade depende de intenções e condições que as transformem em ato. Nem sempre se necessita de consciência para a potência virar ato. Potencialidades se constroem nas relações socioambientais, bem como suas manifestações. A crença a pessoa deve ser senhora de sua história ou agentes da construção do mundo que queremos tem muito haver a supervalorização do indivíduo na modernidade. A gota d’água que cai no rio, é rio. Se acreditamos que a vida pode ser produzida de forma amorosa e cooperativa, é se entregar aos movimentos vitais. É conexão pela presença.
A construção da consciência crítica da realidade social é uma ação no âmbito das ideias. Pode gerar correntes de pensamento e ações políticas transformadoras. Podem ser potencializadora de ações culturais transformadoras no âmbito político, econômico, religioso ou artístico. Também podem potencializar habilidades, competência e aptidões em nível pessoal e grupal. Mas podem também ficar apenas no campo da racionalidade, deixando de lado a dimensão emocional, a consciência corporal e a intuição.
Uma preocupação central nos movimentos sociais e movimentos culturais tem sido a formação de uma nova consciência. Todos á ouvimos afirmações do tipo: “Temos que ser conscientes.” E toda a responsabilidade sobre nossos atos recaem sobre nossas escolhas. Ora se somos bons, naturalmente emanaremos coisas boas. Não é uma questão de escolha, é uma questão de emanação.
Potencialidades tem haver com possibilidades de ação. Nossos encontros podem nos afetar de tal forma que sejam atos de alegria e de criatividade. Todavia há encontros que desestruturam nosso corpo e nos abalam profundamente, potencializam o sofrimento, mas que podem se mostrar como espaços de crescimento e diluição de fantasmas de grupos e comunidades. Enfim, apoiar iniciativas potencializadoras da beleza, alegria e justiça em lugares marcados por diversos tipos de violência faz parte de nossas intenções estratégicas.
O contato com a beleza e, melhor ainda, a produção da beleza e alegria em nossas vidas, nos ajuda a dizer sim a vida e não aos horrores. Gerar beleza é gerar bem viver. Um saber criativo que nasce do encontro entre pessoas ou grupos onde confiança e parcerias.
O caminho da intuição é interessante tanto na meditação quanto nas ações culturais coletivas nas quais estamos envolvidos. A junção entre meditação e ações culturais transformadoras traz a intuição para dentro dos movimentos sociais e culturais.
Por fim apresento algumas obras de autores citados no artigo: A pesquisa-ação de Pierre Barbier; Psicologia Comunitária de lo cotidiano – arte y acción Psicosocial em Londrina (Brasil) de Alejandra Astrid Leon. Eutonia: Um caminho para a percepção corporal de Gerda Alexander. Saúde visual por toda a vida de Meir Schhneider.

Saiba mais sobre esse assunto. 

 

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